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Por quê as mulheres aguentam tanto tempo a violência?

“Mulher gosta de apanhar!”


Quantas vezes já ouvimos isso? Essa expressão é muito comum quando há casos de violência em que a mulher opta por não realizar uma denúncia ou por não romper o relacionamento com o agressor. É importante entender que a violência doméstica contra mulheres ocorre de forma cíclica, tornando muito mais difícil o rompimento desta. As três fases são:


1. Aumento de tensão: Ocorrem incidentes menores, como agressões verbais, crises de ciúmes, ameaças, destruição de objetos, etc.


2. Ataque violento: Agressões agudas, quando a tensão atinge seu ponto máximo e acontecem os ataques mais graves.


3. Lua-de-mel: O agressor demonstra remorso e medo de perder a companheira e promete que não agirá mais de forma violenta.


Tal ciclo gera um intenso sentimento de desamparo e o pensamento de que não há saída. Assim, a mulher pode permanecer muito tempo em uma relação violenta e enfrentar dificuldades para procurar ajuda. É preciso compreender que a dificuldade de agir ou reagir NÃO É CULPA DA MULHER, mas decorre de um aprendizado emocional criado pela própria situação de violência. Pesquisadores chamam este “aprendizado” de síndrome do desamparo aprendido.



Referências: Enfrentamento à violência contra a mulher – Brasília: Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, 2005. Cartilha: Mulher, vire a página. São Paulo: MPSP, 2018.


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